A IA da Transmaas foi desenhada por quem faz a operação

Autor:
Time de Redação
8/10/2026
•
Transporte internacional
A IA da Transmaas foi desenhada por quem faz a operação

Só 16% das empresas brasileiras de transporte, armazenagem e correio declararam ter usado inteligência artificial, segundo a pesquisa TIC Empresas 2025, do Cetic.br. A Transmaas está nesse grupo, e chegou lá por um caminho próprio.

Em publicação no Valor Econômico, em 5 de outubro, a CEO Eliane Maas contou que os projetos de inteligência artificial da empresa foram desenvolvidos dentro de casa, com a participação de quem executa a operação todos os dias.

Imagem: Materia publicada no portal VALOR Econômico.
O ponto de partida foi um diagnóstico de quem vive a rotina. "Percebemos que boa parte do tempo da equipe era consumida reunindo e conferindo informações, e não decidindo", afirma Eliane.

Como a Transmaas levou a inteligência artificial para a operação

A adoção seguiu uma ordem: mapear os gargalos de maior impacto sobre o cliente, testar em escala controlada com a equipe validando os resultados e só então ampliar o uso.

"Não foi uma aposta na tecnologia pela tecnologia, mas a resposta a problemas que conhecíamos muito bem", diz a CEO.

A IA entrou como camada de apoio sobre as plataformas que a Transmaas já usava para controlar frota, tarefas e área comercial. Hoje cada área começa o dia com um informe gerado automaticamente, que reúne a disponibilidade de veículos, a posição da frota, as pendências e as informações de mercado da sua rotina.

Programação de veículos com um quadro só

Montar a programação dependia da experiência de cada programador e de juntar à mão dados espalhados em planilhas, mensagens e ligações: veículos, motoristas, documentação, janelas de carregamento e fronteira. Agora a equipe parte de um quadro consolidado que cruza essas informações e sinaliza com antecedência os veículos disponíveis e os que devem ter prioridade na busca por carga.

Segundo Eliane, o modelo melhorou o aproveitamento da frota, encurtou o prazo entre a solicitação do cliente e o embarque e deu mais segurança para confirmar datas.

"Para quem programa, a mudança é de papel: o tempo antes gasto montando o cenário agora é dedicado a analisar exceções, buscar alternativas e atender o cliente", resume.

Documentos conferidos antes da fronteira

No transporte internacional, um detalhe de documento pode custar horas, às vezes dias, na fronteira. A IA passou a apoiar a organização e a conferência prévia das informações de cada embarque, sinalizando pendências e inconsistências antes que o caminhão chegue à aduana. A validação final continua com a equipe, condição que Eliane trata como inegociável para uma empresa certificada pela Receita Federal como Operador Econômico Autorizado (OEA).

No monitoramento, cada viagem passou a ser comparada com o que foi programado, e os desvios aparecem antes de virar problema.


Cultura antes da tecnologia

O obstáculo maior não foi técnico. Numa operação com tantos anos de estrada, era natural o receio de que a tecnologia substituísse quem domina cada detalhe.

"Fizemos o caminho inverso: envolvemos a equipe desde o início, usamos a experiência de cada profissional para desenhar as soluções e deixamos claro que o objetivo era eliminar o trabalho repetitivo, não as pessoas", relata Eliane.

O segundo desafio foi a qualidade dos dados. O esforço já melhorou a operação por si: operação, comercial e administrativo trabalham hoje sobre a mesma base.


Na logística, a vantagem da IA está em conhecer a operação

Na mesma pesquisa do Cetic.br, entre as empresas de transporte, armazenagem e correio que usam inteligência artificial, metade a aplica em logística, o maior índice entre os setores avaliados. A ferramenta está ao alcance de todas. O que separa um resultado do outro é saber exatamente onde aplicá-la, e isso a Transmaas aprendeu em mais de duas décadas de operação.

"O que faz a diferença é conhecer profundamente a própria operação e estar disposto a rever a forma de trabalhar", diz Eliane.

Os próximos passos são usar o histórico acumulado para antecipar demandas e tempos de fronteira e ampliar a visibilidade que o cliente tem de cada embarque.

"No transporte internacional, o cliente não contrata apenas o deslocamento da carga, mas a segurança de saber quando e em que condições ela vai chegar. A tecnologia é o meio; o que buscamos entregar é previsibilidade. E ela continua dependendo, acima de tudo, de pessoas preparadas e comprometidas com cada embarque", conclui a CEO.

Previsibilidade no transporte rodoviário internacional começa na operação

A Transmaas opera o transporte rodoviário internacional entre Brasil, Argentina, Chile e Uruguai a partir de Uruguaiana, com escritório próprio em Buenos Aires e certificação OEA-S concedida pela Receita Federal. Para levar essa conversa à sua operação, fale com um especialista da Transmaas.

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